Outro dia eu estava a toa numa livraria, e decidi pegar para folhear o livro do Guilherme Fiúza chamado “Meu nome não é Johnny”, e acho que me empolguei, pois saí de lá quase 3 horas depois com cerca de 200 páginas lidas (não, eu não comprei o livro, e sim, eu quero voltar lá ainda pra terminar de lê-lo). Mas com esse preview, decidi ir ontem na pré-estréia do filme, e digo uma coisa: Caralho!!!!
O filme é muito bom, posso dizer que está para 2008 assim como Tropa de Elite está para o ano de 2007. O filme retratou muito bem o livro, com as devidas adaptações, e Selton Mello mandou bem demais, ele consegue dar um tom de humor em um filme que é basicamente um drama. E tem a Cléo Pires, no papel da esposa do principal, que só de ficar quietinha num canto, já deixa qualquer filme melhor. O que deixa um pouco a desejar, é a atuação dos atores que fazem a fase adolescente da história, que parecia forçada, bem forçada mesmo.
O filme conta a história de João Guilherme Estrella, criado na Zona Sul carioca, que de viciado, acabou entrando cada vez mais nas drogas, até que assumiu também a função de vendedor para se sustentar, o filme mostra as doideras que ele vivia, sempre torrando a grana toda, sem ligar pra nada, até que um dia o jogo vira, e João vai preso, e daí sua vida começa a ficar totalmente bizarra e insana, mas isso você tem que ver no cinema mesmo.
Interessante observar, que dois dos melhores filmes nacionais que eu vi, tem mais ou menos a mesma temática, mas com enfoques totalmente diferentes. Enquanto em Tropa de Elite vê-se a repressão como combate à violência criada pelo tráfico, seguindo o princípio que viciado tem mesmo que tomar porrada, em Meu nome... o viciado é visto como doente, e que precisa de ajuda...Eu acho que ambos os enfoques são relevantes, mas cada caso é um caso né?
Resumindo, eu recomendo! Vá assistir, porque daqui a algum tempo, vai ta todo mundo comentando, e se você não ver, vai fazer o maior papelote de bobo (trocadilho cretino).
Fonte Imagens: http://www.seltonmello.blogger.com.br/

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